terça-feira

Retornamos às aulas presenciais de

 

Yoga e Yoga para Gestantes

 

a partir do dia 02/08/2021.




quinta-feira

AULAS DE YOGA PARA GESTANTES ONLINE

 





Saudades de encontrar com as minhas alunas que normalmente vão se tornando amigas. Poder olhar nos olhos, abrir
um grande sorriso, abraçar, conversar. Perceber que algo está diferente e poder acolher, emocionar-se,  enxugar as lágrimas ou chorar junto. 

Nos grupos de Yoga para gestantes as mulheres compartilham suas emoções, suas histórias e experiências e as dúvidas que nem sabiam que tinham. Essa convivência enriquece a vida e prepara para receber uma nova vida.

Uma prática de Yoga para gestantes é tudo isso e muito mais. As posturas fisicas, os movimentos que favorecem uma gestação mais confortável e saudável. A respiração que vai ficando cada vez mais consciente e livre, melhorando a oxigenação das células e consequentemente do bebê. Todas essas vivências preparam a mulher para um parto mais ativo e natural.

A pandemia nos levou a buscar soluções diferentes para seguir a vida.

As aulas e práticas online são cada vez mais frequentes nesse último ano. Que bom podermos contar com essa possibilidade. A tecnologia nos salvou do isolamento total. Hoje é possível trabalhar, aprender, interagir e  confraternizar através da internet, mas o contato presencial faz tanta falta!!!

Depois de mais de um ano vivendo essa experiência online, está chegando a hora de nos prepararmos para retornar às aulas presenciais. 

As vacinas já foram autorizadas para as grávidas e assim que estiverem mais protegidas poderemos pensar em voltar aos nossos encontros deliciosos!!!

Em breve estaremos juntas novamente!

NAMASTÊ!



domingo

REFLEXÕES SOBRE O TEMPO

     Cada vez que vou visitar o meu passado com uma postura crítica e arrogante, ou com muito pesar e vitimismo, eu volto para o presente com um peso que limita a minha jornada.

    Quando mudo a minha postura interna, aceito e acolho a minha história com respeito e gratidão, eu me liberto para seguir o meu caminho com mais leveza e liberdade. 

    Assim, posso olhar para o futuro com mais confiança. Sem medo de ser feliz!!!

sexta-feira

ATENÇÃO!!!









Em função da pandemia, 

seguimos as recomendações de distanciamento social e 

 a partir de 23/03/2020, 

todos os nossos atendimentos, 

aulas de Yoga e Yoga para Gestantes e pós-parto 

seguem no ambiente virtual,  por tempo indeterminado.

Agradecemos a compreensão e colaboração!

NAMASTÊ





domingo

Puerpério

"-Ninguém me falou que seria tão difícil!!!"

Ouço frequentemente esta frase das mulheres no pós-parto.
Realmente, é uma fase muito desafiadora.
Quantas adaptações desde que o bebê nasce.
A cada dia inúmeras novidades, sentimentos que antes, jamais poderiam ser imaginados.
Num mesmo dia, a mulher alterna a sensação de ser a pessoa mais feliz e realizada do mundo para a mais desesperada e frustrada.
Isto é Ser Mãe!
Não tem treinamento!
Aprendemos Sendo!

A boa notícia é que vale a pena, passa rápido e depois sentimos até saudades (acreditem!!!)
Mas uma rede de apoio é fundamental para que essa Mãe possa se sentir acolhida, ouvida e apoiada.
Sair de casa e encontrar com outras mulheres que estão vivenciado essa mesma fase ajuda a fortalecer e motivar essa mulher que talvez se sinta sozinha e desanimada.

Venha conhecer o grupo de Yoga pós-parto na Casamar!



terça-feira

mudanças...

Foram oito anos incríveis, com pessoas maravilhosas.
Crescemos juntas e aprendemos com a vida.
Compartilhamos alegrias, desafios e dificildades.
Vencemos limitações e nos tornamos mais fortes.
Eu honro e agradeço a todas as pessoas que passaram por aqui e deram vida a esse trabalho. 

A começar por minhas amigas e parceiras:Tania Zillio, Calou Assuncah e Marcela Guerreiro.A todas as minhas queridas alunas e pacientes.Tantas Mulheres tiveram a oportunidade de se conhecer melhor e buscar uma nova forma de se


reconhecer...Gestantes puderam fazer escolhas mais conscientes e receberem seus bebês ativamente.Crianças chegaram ao mundo com amor e respeito.Novas Mães puderam ser ouvidas e acolhidas.Famílias se formaram e cresceram.Tantas vidas novas, tantas amizades verdadeiras!Nosso Espaço Sintonia, com a linda vista do Banhado, o por do sol encantador e o ipê rosa cheio de amor, foi o palco dessas aventuras. Vai deixar muita saudade!!!Esse lugar acolheu todas essas vidas e histórias.O que ficou de tudo isso:

GRATIDÃO!
Hoje, ao esvaziar a sala para devolver as chaves, senti que ela continua cheia! Todas essas memórias permanecerão vivas e ecoando para sempre.
VIDA NOVA!
O Espaço Sintonia cresceu tanto que não cabe mais aqui.
Transbordamos e precisamos de um novo solo, com novas parcerias e sementes do bem para germinar.
Agora estamos juntas na CASAMAR para nascer e crescer com respeito!
A seguir, cenas dos proximos capítulos....

NAMASTÊ

sábado

Relato de Parto



INSPIRE-SE...

Leia o relato de parto lindo e esclarecedor de Fabrícia Fernandes!
Parto humanizado, natural e domiciliar .
O objetivo deste relato é inspirar e encorajar outras mulheres e incentivá-las a se conhecerem amplamente. Conhecerem seus medos, inseguranças, traumas e também conhecer o que lhes faz bem e as deixam seguras. Conhecerem seu corpo. E, sobre o parto, buscar informações para que assim possam tomar decisões conscientes.
Minha filha Lara nasceu aqui em casa às 14 h e 56 min, do dia 07/04/2017, pesando 3.095 kg e medindo 46,5 cm.
Tenho cesárea anterior, pois tive placenta prévia na primeira gestação em 2012.
Após estudar sobre a fisiologia do parto, hormônios envolvidos, como funcionam e para que servem as contrações, técnicas de respiração e posições do corpo que favorecem ou prejudicam o trabalho de parto, parto e nascimento. Além de estudar sobre as intervenções hospitalares de rotina feitas na mulher e no bebe, conclui que (conhecendo como me conheço) a minha casa era o lugar onde eu me sentiria mais segura e à vontade para fazer tudo o deveria ser feito para facilitar o parto.
Me preparei física e emocionalmente, independentemente do que fosse acontecer: fiz o curso sobre períneo com a Renata Machado e também yoga para gestantes. Fiz fisioterapia perineal e watsu com a Viviane Manso. Além de dieta (lowcarb) e caminhadas. Participei de rodas de discussão sobre o parto humanizado, presenciais e no whatsapp.
No dia do parto acordei às 6 com contrações mais fortes acompanhadas de cólica, tipo cólica menstrual. Entre 6 e 7:30 tomei dois banhos e fiz cocô três vezes e como as cólicas não passaram, eu estava em trabalho de parto. Durante as contrações, eu respirava fundo e ficava de cócoras, movimentando o quadril e pulsando para baixo, me sentia bem fazendo isso. Só consegui monitorar o ritmo das contrações por 30 min e o aplicativo ficava me dando alertas de ir para o hospital (rsrsrs).
Avisei a equipe Obstare, a doula Juliana Santini Racca e a fotógrafa Cristiane Pereira o que estava acontecendo e fui tomar café da manhã. Comi rápido e corri pro meu quarto fechei a porta e fui novamente pro chuveiro. A cada contração eu fazia o que meu corpo mandava e lembrei muito das posições que aprendi na yoga e fisioterapia. Ficava feliz com as contrações mais longas e não desperdicei nenhuma contração, sentia que ia dilatar rápido.
Quando me dei conta, todas as mulheres que me ajudariam já estavam aqui em casa.
Por volta das 10:30 eu já estava com 8 cm de dilatação, muitos puxos e não sei precisar quanto tempo depois, já estava com dilatação total.
Um parêntesis sobre a tão temida dor do parto que, a propósito, eu não senti. Explico:
(As contrações vinham acompanhadas de tipo uma cólica menstrual forte e, objetivamente falando, é fato que cólica menstrual forte dói. Mas não era assim que EU sentia. Eu ficava feliz e vibrava com cada contração, que duravam entre 30 segundos e 1 minuto e 15 segundos e quanto mais longa a contração, mais efetiva e eu aproveitava até o último segundo, não ficava sentindo a dor e sofrendo ou lamentando, eu sabia o que fazer e respirava e sabia que precisava abrir a garganta para abrir o canal de parto. E assim fiz! Respirava fundo e botava o ar pra fora pela garganta através de um urro gutural, vocalizava, era algo bem animal, selvagem mesmo. Enfim, não senti a tão temida dor do parto e dilatei rápido).
Mas a Lara não nascia e na minha cabeça a equação era: dilatação total = bebê nascer. Mas a vida não é uma equação matemática e mais uma vez veio me mostrar que a única certeza que temos é que não temos o controle de nada.
Então, eu fiquei com medo, me desesperei, pedia ajuda, pois não sabia mais o que fazer... as meninas falavam pra eu ter calma que a Lara iria nascer quando estivesse pronta, quando o pulmão dela estivesse pronto e sugeriram que eu fosse para a água. Enquanto a banheira inflável ficava pronta, eu fiquei na bola de pilates.
Sentia muita pressão nos quadris, que era aliviada pelas mãos da doula e da Denise. Além disso, ouvia palavras positivas da fotógrafa e a Kátia me lembrava de aliviar a tensão da testa e maxilar.
Eu queria muito que desse certo! Pois não gosto de hospital e meu pânico era ter que ir para o hospital naquele momento. O hospital era meu último plano, a que recorreria somente em caso de risco de vida meu ou do bebe. Eu estava bem, mas os batimentos cardíacos da Lara durante as contrações estavam perto do limite mínimo de segurança aceitável. Mas a equipe que me acompanhava, muito experiente e competente, percebeu que dependendo da minha posição durante as contrações, os batimentos cardíacos do bebê ficavam bem e que se eu ficasse em quatro apoios, estaria tudo certo.
Mais puxos, então eu fui para o rebozo amarrado na escada da sala e ficava de cócoras durante as contrações e na sequência projetava o tronco para frente.
Senti que estava queimando, mais duas ou três contrações a Lara nasceu! A cabeça quando eu estava de cócoras e o restante do corpo quando eu me inclinei para frente.
Sentei e peguei meu bebê, ela veio direto pro meu peito e quis mamar! Cordão ficou ligado até parar de pulsar, placenta saiu naturalmente! Períneo ficou íntegro, sem lacerações! A amamentação fluiu naturalmente e estamos muito bem! Me sinto plena, forte e realizada! Fiz algo grandioso e tenho a certeza da presença de Deus aqui em casa.
Meu marido foi fantástico! De uma inteligência emocional e perspicácia sem igual. Ele sempre me apoiou, incentivou, ajudou, participou, enfim foi presente.
No dia 07/04/2017 eu renasci, minha filha nasceu e minha família ficou mais forte, unida e completa.
Amei

sexta-feira

TEORIA DO APEGO



        A Teoria do Apego foi desenvolvida por John Bowlby, e contemplada na obra de Donald Winnicott  em meados do século XX. Deu origem ao conceito de  "Criação com Apego" (Attachment  Parenting),  que defende uma educação segura, empática, rica em afeto e amor,e visa criar laços familiares mais estreitos  e, assim, um mundo mais compassivo.
O que Bowlby chama de  "figura de apego"  é a mãe, o pai ou a pessoa que assume ativamente o papel principal de cuidar do bebê.  Usaremos neste texto o termo  "mãe", como referência à figura de apego. Neste contexto, definimos  apego  como a ligação emocional que se estabelece ente os pais e o bebê.
Nos primeiros meses de vida, o recém-nascido não tem a menor noção de que ele é um ser separado da mãe. A essa simbiose chamamos  "fusão",  e ela  é necessária ao desenvolvimento do sentido de "pertencimento". A  vivência de uma relação calorosa, íntima e constante com a "mãe", na qual ambos possam encontrar satisfação e prazer, é essencial para o bebê. Esta relação saudável com a "mãe" nos primeiros anos de vida, constitui a base para o desenvolvimento da personalidade  e da saúde mental do indivíduo.
Segundo Bowlby, "o apego é um estado interno, definido pela disposição para buscar proximidade e contato com uma figura especifica, tendo como aspecto central  o estabelecimento do senso de segurança".  É necessário que a criança sinta-se segura e protegida pela  "mãe", desta relação de confiança, serão construídas as futuras interações deste indivíduo com outras pessoas e situações em sua vida.
A criança sente-se mais confiante e protegida quando recebe atenção. Quando é atendida, acolhida e confortada sempre que necessita,  ela desenvolve a confiança em outras pessoas e em diferentes situações, tornando-se mais independente e segura para explorar seu ambiente.
Do  Apego Seguro,  geralmente crescem crianças mais livres para brincar com outras crianças e que reagem com mais tranquilidade quando deixadas em ambientes diferentes. Nas relações familiares, tendem a ser mais amigáveis e espontâneas com os pais, pois se sentem seguras  e confiam na disponibilidade destes para auxiliá-las de forma afetiva em situações adversas.
No Apego Inseguro-Ambivalente, quando suas necessidades não foram adequadamente atendidas, a criança desenvolve a  "angustia da separação". Ela não consegue ter confiança na "mãe" como base segura para explorar o ambiente de modo saudável. Ela tende a antecipar respostas negativas por parte dos pais e manifesta a ansiedade de ser esquecida ou abandonada. Outra possível  consequência, é uma relação mãe-filho próxima demais, indiferenciada, simbiótica e extremamente dependente. Ocorre a falta de limites e um grau de intimidade inadequado.
No Apego Inseguro-Evitativo ou Esquivo, a criança que não teve suas necessidades satisfeitas a contento  e não estabeleceu  uma relação de confiança com a "mãe", ela pode tornar-se insegura, instável, explosiva e esquiva, inclusive em seus relacionamentos futuros, baseada em seu sentimento de rejeição na infância. Existe uma forma de coerção usada pelos pais de crianças deste tipo: a ameaça de abandono. A criança não sabe se receberá ajuda dos pais caso precise. Ela se acostuma a ficar "bem" sozinha e na presença de estranhos, e tende a não buscar conforto e intimidade com os pais, esquivando-se do contato mesmo em situações de estresse.
Na criação com apego  são considerados os aspectos biológicos, psicológicos e emocionais de cada fase de desenvolvimento  da criança. Enquanto ela é pequena, é incapaz de qualquer manipulação, durante o primeiro ano de vida, as necessidades e desejos são a mesma coisa para ela. É vital para o bebê comunicar suas necessidades e que estas sejam tratadas com atenção. Para isso as "mães" devem ser "mães" por inteiro, criando um forte vínculo com seu filho, sendo receptivas, sensíveis  e disponíveis para atender às necessidades da criança.
A ONG ATTACHMENT PARENTING INTERNATIONAL (API) definiu oito princípios que promovem o apego saudável, também chamados de PRINCÍPIOS PARA UMA EDUCAÇÃO INTUITIVA:

1-Preparar-se verdadeiramente para a gravidez, parto e maternidade/paternidade.
 2-Alimentar seu filho com amor e respeito.
3-Responder às solicitações da criança com sensibilidade.
 4-Estar atento à qualidade do toque.
5-Prezar pela qualidade física e emocional do sono da criança de forma que ela se sinta segura dormindo.
6-Sustentar atitudes carinhosas.
7-Praticar a disciplina positiva, baseada no reforço das boas atitudes.
 8-Buscar o equilíbrio na vida familiar.
Winnicott criou a expressão: "mãe suficientemente boa" ou "mãe dedicada normal",  para definir uma condição psicológica muito especial que ocorre com a mulher no final da gestação e nas semanas que sucedem o parto. Ela se volta para a maternidade, sua sensibilidade aumenta e ocorre uma certa dissociação com o mundo externo, isso é considerado normal nesse período. Ocorre um movimento regressivo da mãe na direção de suas próprias experiências enquanto bebê e das memórias acumuladas ao longo da vida, relativas ao cuidado e proteção da criança. A capacidade da mãe em se identificar com o filho, permite-lhe satisfazer a função definida por Winnicott como "holding". Ela é a base para o que gradualmente se transforma em um ser que experimenta a si mesmo. A função do holding em termos psicológicos é fornecer apoio  egóico,  principalmente na fase de dependência absoluta do bebê, antes do aparecimento da integração do ego. O holding inclui principalmente o segurar fisicamente o bebê, que é uma forma de amar. Quando a "mãe" toca o bebê, manipula, aconchega e fala com ele,  promove um arranjo entre o corpo físico e a psique e, principalmente ao olhá-lo, ela se oferece como um espelho onde o bebê pode se ver. O holding é necessário desde a dependência absoluta até a autonomia do bebê, ou seja, quando os espaços psíquicos entre este e sua mãe já estão definidos. Isto vai ocorrendo natural e gradativamente.
Na dependência absoluta,  o bebê depende inteiramente da mãe para sobreviver, para ser e para realizar sua tendência inata  à integração em uma unidade. Aos poucos, ele vai buscando um "objeto transacional " e segue em direção à dependência relativa. A transacionalidade marca o início da quebra da unidade mãe-bebê e o objeto transacional tem a indispensável função de amparo, por substituir a mãe que vai encontrando uma distância saudável de seu bebê.
No período de dependência relativa o bebê vive estados de integração e não-integração, forma os conceitos de eu e não-eu, mundo externo e interno, podendo seguir em seu amadurecimento e independência, que segundo o autor, nunca é absoluta, pois o indivíduo sadio não se torna isolado, mas se relaciona com o ambiente de tal modo que se tornam interdependentes.

terça-feira

INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS





SABOR COM AMOR
Encontro dinâmico sobre introdução de alimentos, hábitos alimentares e nutrição saudável para bebês e crianças. Com degustação e alguns preparos.
DIA-25/10/14
HORA-das 14:30 às 18:30h
INVESTIMENTO-R$120,00
FACILITADORA-Renata Machado

Vagas Limitadas


para mais informações: 
98101 7777 ou
sintonia.sjc@gmail.com





C

quinta-feira



Mantra para o Parto
"Eu sei parir.
Assim como pariram as mulheres que me antecederam.
Minha mãe, minha avó, minha bisavó, minha tataravó…
Até a primeira mulher.
Levo guardado em minhas células.
É o legado do meu corpo.
Ele sabe parir.
Como sabe respirar, digerir, gestar, andar, falar, pensar.
Está perfeitamente desenhado para isso:
Minha pélvis, meu útero, minha vagina, são obras da engenharia
A serviço da força da vida.
Eu sou "o que sabe".
E ‘a que sabe’ sussurra para mim:
‘Cavalgue na energia das contrações, como se fosse um êxtase,
Sobrinho, leoa, hiena, dia, Raposa, gato, pantera ...
Encontre a sua fêmea de poder e converta-se nela’.
E sendo ela, mamífera toda poderosa, dou a luz."
Autor desconhecido
D

segunda-feira


ORAÇÃO CELTA

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio. 
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior. 
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro. 
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida. 
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo. 
Que os teus momentos de amor contenham a magia da tua alma eterna em cada beijo. 
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer. 
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz. 
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração. 
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins. 

Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa. 

Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno. 

Que um suave olhar te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver. 

Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável! 

Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. 
Aquele amor que não se explica, só se sente. 

Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser. 

Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora. 

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres. 



Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

sexta-feira

RESULTADO DA PESQUISA 

 NASCER NO BRASIL

O delírio da cesariana

Nos hospitais privados, 88% dos bebês nascem por cirurgia. As operações agendadas criam uma geração de quase prematuros. Essas e outras revelações do maior estudo sobre parto já realizado no Brasil

CRISTIANE SEGATTO
Revista Epoca - 29/05/2014
O brasileiro nasce mal. Em uma frase, essa é a síntese da maior pesquisa sobre parto já realizada no país. A pesquisa Nascer no Brasil está sendo divulgada pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde numa coletiva de imprensa que começou agora no Rio de Janeiro. Esta coluna antecipa o resultado completo e analisa os dados.
Foram entrevistadas 23.894 mil mulheres atendidas em maternidades públicas, privadas ou conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram coletados entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012 em 266 hospitais de 191 municípios. Todas as capitais foram incluídas, além de cidades do interior de todos os Estados.
O elevado índice brasileiro de cesarianas não dá sinais de declínio. Todos os anos, quase um milhão de mulheres são submetidas a um parto cirúrgico, sem indicação médica adequada. A cesariana foi realizada em 52% dos nascimentos. Nos hospitais privados, 88% dos bebês nasceram dessa forma. A opção pela cirurgia foi alta (42%) até mesmo em adolescentes.
São números muito distantes da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a entidade, partos cirúrgicos devem ocorrem entre 10% a 15% dos nascimentos. As cesarianas deveriam ser exceção. Um recurso importante, reservado aos casos em que há risco para a mãe ou para o bebê.

“Não há justificativas clínicas para um percentual tão elevado no Brasil”, diz a epidemiologista Maria do Carmo Leal, coordenadora do estudo. “Essas cirurgias expõem as mulheres e os bebês a riscos desnecessários e aumentam os gastos com saúde”.
Quase 70% das entrevistadas desejava ter um parto vaginal no início da gravidez, mas poucas foram apoiadas nessa decisão no decorrer da gestação. Segundo a pesquisadora, a mudança não pode ser explicada pelo surgimento de problemas e complicações em todos os casos. Muitos obstetras preferem agendar cesarianas por uma questão de conveniência ou convicção.
Não é raro encontrar, na classe média, mulheres que mudam de médico cinco vezes até conseguir fazer o acompanhamento da gestação com um profissional que valoriza o parto normal. Essa dificuldade levou ao fenômeno crescente das mães que optam por ter seus filhos em casa, com a ajuda de enfermeiras. Não é uma opção livre de riscos, assim como toda internação hospitalar.

“Os médicos têm responsabilidade no alto índice de cesarianas, mas não só eles”, diz Maria do Carmo. “Muitas mulheres acham que a cirurgia é um método seguro e confortável. Dá até para programar a data da festa”, afirma. “Elas precisam entender quais são os riscos dessa decisão”.
O medo do parto normal                                    

Entre as mulheres que escolheram a cesariana desde o início, a principal razão apontada no estudo foi o medo da dor. “Isso ocorre porque o parto normal oferecido no Brasil ainda é muito ruim”, afirma Maria do Carmo.

No Reino Unido, país reconhecido pelo incentivo ao parto vaginal, as mulheres ficam livres durante o trabalho de parto. São estimuladas a andar, podem subir e descer escadas quando se sentem confortáveis para fazer isso, recebem massagens, entram numa banheira.
“No Brasil, colocam um cateter na veia com oxitocina (hormônio que acelera o nascimento) e deixam a pessoa deitada”, afirma a pesquisadora. “É um desrespeito ao corpo, aos sentimentos e à vontade da mulher”. Muitas pedem anestesia porque o parto dói. O SUS oferece esse recurso. O que falta é o anestesista...
Uma epidemia de quase prematuros

O agendamento das cirurgias antes do trabalho de parto, tão comum nos hospitais privados, leva a outro problema: a elevada proporção de bebês no limite da prematuridade. No estudo, 35% das crianças nasceram com 37 ou 38 semanas de gestação. Não são considerados prematuras segundo a OMS, mas poderiam ganhar mais peso e maturidade se tivessem a chance de chegar a 39 semanas ou mais de gestação

Trata-se de uma epidemia silenciosa. Em geral, esses bebês recebem alta sem nenhuma complicação grave aparente. Isso pode dar a falsa impressão de que nascer antes de 39 semanas não trará nenhum impacto negativo. No entanto, alguns estudos demonstram que essas crianças são mais frequentemente internadas em UTI’s durante os primeiros dias de vida. Essa prática eleva o risco de complicações e morte.

O desenvolvimento de um bebê guarda alguma semelhança com o de uma planta. Não há como saber em que exato momento ele estará maduro. Alguns ficam prontos com 37 ou 38 semanas. Outros com 40. Outros, só com 42. Há uma variação biológica individual.

Nas cesáreas agendadas, os bebês podem ser retirados do útero antes da hora certa. Na vida intrauterina, as últimas semanas são dedicadas ao trabalho de acabamento mais fino. É quanto a pele é preparada para se adaptar à pressão atmosférica. Os pulmões adquirem a capacidade de abrir. A tolerância ao barulho e à luz se desenvolve.

“Retirar um bebê do útero antes da hora é uma violência. É como arrancar uma planta da terra. A fruta nunca vai ficar doce”, diz Maria do Carmo. Não se sabe se essa prática tão disseminada pode provocar danos futuros, mas alguns estudos sugerem que podem ocorrer perdas cognitivas e outras habilidades. 

A proporção de nascimentos prematuros (antes de 37 semanas) encontrada no estudo Nascer no Brasil foi de 11,5%. É uma proporção 60% superior à verificada na Inglaterra e no País de Gales.

Outros dados importantes:
• Cerca de 30% das entrevistadas não desejaram a gestação. 9% ficaram insatisfeitas com a gravidez e 2,3% relataram ter tentado interrompê-la.

• 60% das gestantes começaram a fazer o acompanhamento pré-natal tardiamente, após a 12a semana gestacional. Cerca de um quarto delas não recebeu o número mínimo de seis consultas recomendado pelo Ministério da Saúde.

• 41% das mulheres não sabiam em qual maternidade teriam o bebê. A Lei 11.634, de 2007, determina que toda gestante tem o direito de saber, durante o pré-natal, onde o filho nascerá.

• Quase um quinto das mulheres peregrinou por hospitais durante o trabalho de parto. Elas não conseguiram ser admitidas na primeira maternidade porque faltavam médicos, materiais e equipamentos.

• Práticas inadequadas continuam a ser aplicadas aos recém-nascidos saudáveis na sala de parto. A aspiração de vias aéreas superiores ocorreu em alto percentual. Variou de 62% no Nordeste a 77% no Sudeste.

• O índice de mortalidade materna é incompatível com o nível de desenvolvimento social e econômico do país. Em 2010, ocorreram 62 óbitos maternos para 100 mil nascidos vivos .

• A depressão foi detectada em 26% das mães entre 6 e 18 meses após o parto. Grupos nos quais a doença foi mais frequente: mulheres de baixa condição social e econômica; pardas e indígenas; mulheres sem companheiro; mães que não desejavam a gravidez ou já tinham três ou mais filhos.

Com esse diagnóstico detalhado, as discussões sobre a excessiva medicalização da vida no Brasil podem ocorrer sobre bases mais sólidas. Nascer é um ato biológico. Pelos mais diversos desvios, interesses e mudanças culturais, ele foi transformado em ato médico e em ato cirúrgico.

“Alguns médicos dizem que somos hippies porque defendemos o parto normal, mas não estamos inventando nada nem perseguindo ninguém”, diz Maria do Carmo. A redução dos partos cirúrgicos é uma tendência nos países ricos. Até recentemente, o índice de cesáreas nos Estados Unidos era de 33%. Graças a uma recomendação do Colégio Americano de Obstetrícia, a taxa caiu para 26%.

O Brasil segue na contramão. Nosso índice assustador (88% nos hospitais privados !!!) é o exemplo mais evidente do mau uso de um importante recurso médico. Excesso de intervenções não significa bom acesso à medicina. Significa desperdício subdesenvolvido e delírio coletivo.

quinta-feira

AGORA É LEI NO BRASIL!!!!!! 
Bebê deve ter contato pele a pele com mãe logo após nascer e exames de rotina são postergados para depois da primeira hora de vida! 
A caminho de mais nascimentos respeitosos...
Assegurar o contato pele a pele do recém-nascido com a mãe imediatamente após seu nascimento, colocando o bebê sobre o abdômen ou tórax da mãe de acordo com sua vontade, de bruços e cobri-lo com uma coberta seca e aquecida. Essa é uma das recomendações do Ministério da Saúde para o nascimento de bebês com ritmo respiratório normal. O texto faz parte da atualização das diretrizes para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido no Sistema Único de Saúde (SUS).
A portaria, que foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (8), recomenda ainda que o aleitamento materno na primeira hora de vida do bebê, exceto em casos de mães HIV ou HTLV positivas. O texto propõe também que o exame físico, pesagem e vacinação do recém-nascido, entre outros procedimentos, sejam feitos apenas depois da sua primeira hora de vida.
Outra proposta da portaria é quanto ao clampeamento do cordão umbilical do recém-nascido, que deve ser feito após cessadas as pulsações do recém-nascido (aproximadamente de 1 a 3 minutos), exceto em casos de mães isoimunizadas ou HIV / HTLV positivas, em que o clampeamento deve continuar sendo feito de imediato.
Ainda de acordo com a portaria, para o recém-nascido com respiração ausente ou irregular, deverá ser seguido o fluxograma do Programa de Reanimação da Sociedade Brasileira de Pediatria. O estabelecimento de saúde que mantiver profissional de enfermagem habilitado em reanimação neonatal na sala de parto deverá possuir em sua equipe, durante 24 horas, ao menos um médico que também seja capacitado.
A portaria publicada pelo Ministério da Saúde altera, ainda, os atributos do procedimento na tabela de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais do SUS. Com a mudança, o atendimento ao recém-nascido consiste na assistência por profissional capacitado, médico (preferencialmente pediatra ou neonatologista) ou profissional de enfermagem (preferencialmente enfermeiro obstetra ou neonatal), desde o período anterior ao parto, até que o recém-nascido seja encaminhado ao quarto em alojamento conjunto com sua mãe ou à unidade neonatal. Com a portaria, essa equipe de atendimento deve incluir médico residente, enfermeiro, técnico de enfermagem e auxiliar de enfermagem.

sábado

PLANO DE PARTO

É fundamental que você se prepare para situações importantes da vida, 
o nascimento do seu Bebê merece muita atenção e planejamento.
Segue um modelo básico de Plano de Parto para você "negociar" com seu médico(a):

PLANO DE PARTO - DR(A) .........

Gostaria que meu parto tivesse o mínimo possível de intervenções.

*ACOMPANHANTE - sei que tenho direito de um acompanhante de minha escolha durante todo o processo de trabalho de parto, parto e pós-parto.
(caso queira) - Gostaria de contar com o apoio de minha Doula também.

*MEDICAÇÃO - prefiro não colocar acesso, perfusão contínua de soro, ocitocina ou analgésicos.

*POSIÇÃO NO TRABALHO DE PARTO - quero ter liberdade para me movimentar, caminhar, fazer exercícios, usar o chuveiro e banheira.

*ALIMENTAÇÃO - gostaria de poder me alimentar e ingerir líquidos durante o trabalho de parto.

*MONITORAMENTO FETAL - não gostaria de ter monitoramento contínuo, apenas se for necessário.

*AMBIENTE - de preferência um ambiente calmo, com privacidade, baixa iluminação e temperatura agradável.

* ANALGESIA - peço que não sejam oferecidos analgésicos e anestésicos, somente se eu pedir.

* DILATAÇÃO - gostaria de esperar a dilatação total sem indução.

*POSIÇÃO NO PARTO -  prefiro escolher a posição de acordo com minhas necessidades na hora do parto, se possível de cócoras.

*EPISIOTOMIA - prefiro não fazer.

* CONTATO INICIAL - Peço que meu Bebê seja colocado imediatamente no meu colo para eu    amamentá-lo e aquecê-lo.

* CORDÃO UMBILICAL -  gostaria de aguardar o cordão parar de pulsar para o Pai cortá-lo.


SE FOR NECESSÁRIO REALIZAR UMA CESÁREA

* Presença de um acompanhante.
*Anestesia peridural, sem sedação.
*Gostaria de ver a hora do nascimento, com o rebaixamento do protetor.
*Peço, se possível, que o bebê seja colocado sobre o meu peito logo após o nascimento, 
  e que minhas mãos estejam livres para segurá-lo.
*Gostaria de amamentá-lo o quanto antes.

CUIDADOS COM O BEBÊ

*Aspirar as vias respiratórias somente se for necessário.
*Se possível, deixar o Bebê comigo durante os exames iniciais.
*Permitir que ele seja aquecido com o contato do meu corpo e seja amamentado o quanto antes.
*NÃO USAR NITRATO DE PRATA nos olhos do Bebê, pois fiz todos os exames necessários e sou saudável, portanto não há risco de contaminação.
*Usar vitamina K via oral.
*Deixar o Bebê no quarto comigo o tempo todo.
*Não dar banho nas primeiras 6 horas.
*Não oferecer água glicosada ou complementos e nem bicos.

Através do Plano de Parto, você terá uma noção do que pode esperar do seu médico e assim, tentar fazer combinações para evitar frustrações ou conflitos na hora do nascimento do seu Bebê.
Lembre-se: o que mais vai te ajudar na hora do parto, é sentir que pode relaxar e se entregar com confiança. Que suas necessidades serão respeitadas.

BOA SORTE!